26/04/2011

Uma maionese caseira sem OVOS!!!


Maionese caseira sem ovos



Depois que descobri esta receita especial de maionese caseira, meus pratos ganharam um toque mágico! Desculpe, mas toda modéstia é falsa. Portanto eu  , toda vez que faço esta maionese e com ela incremento algumas receitas, o sucesso é total.Com esta receita você pode variar a cor e o sabor  pode substituir   a metade do óleo usado no preparo por azeite.Pode também dar cor a sua maionese.Adicionar  coentro, açafrão...etc...e pode também dar sabor, adicionando um pacotinho de tempero sazóm a seu gosto...os toques especiais fica a seu critério...

Vamos então ao que interessa;

  • ! xícara de leite
  • 2 colheres de chá de vinagre
  • óleo para dar o ponto.1 pitada de sal

No liquidificador, coloque o leite e o vinagre.(aproveite para acrescentar cor e sabor antes de por o óleo Ligue e vá acrescentando o óleo em fio até engrossar sem desligar o liquidificador.), Você decide a espessura da maionese,Quanto mais você bate mais consistente fica.
Guarde na geladeira.Dura muitos dias .

OBS: Geralamente 1/2 litro de óleo é o suficiente.




25/04/2011

Que encanto!



Nem sei dizer o que sinto quando olho para estes pãezinhos ,Eu só imagino que a pessoa que os fez deve ter uma alma de criança.Um espírito leve flutuante, mãos de fada e em sua cozinha  paira um delicioso  sabor de infância.E que existem crianças por perto a correr o tempo todo pela cozinha e pelos corredores de sua casa...algo assim tão mimoso me encanta e desperta em mim uma saudade imensa de mim mesma quando era menina...e me transporta a um aniversário que minha mãe fez pra mim.Não recordo-me de quantos anos fazia...mas  se fechar os olhos, posso sentir  o cheiro do bolo de carimã  que minha avó fez...os pés de moleque deitados deliciosamente sobre  folhas brilhosas de bananeiras dispostos sobre uma toalha azul  de linho bordada com rechiliê(acredito que seja dessa forma que se escreve)e  jarras com sucos  diversos e coloridos.E  muitas outras coisas deliciosas dispostas sobre a tolha de linho azul claro.
Enquanto paro para reler o que escrevo,  suspiros profundo saem de minha alma...que saudade da minha infancia...e que felicidade ter minha mãe ainda por perto.
Uma simples receita de pão pode se transformar em algo surpreendente!


A imaginação para  uma massa de pão não tem limites....


Que tal um jarrinho novo de cerâmica?

Pra você se inspirar...


                                                           A visão destas fatias deixam meus cinco sentidos entorpecidos.Uma mistura deliciosa de sabor , romance,primavera e encanto!

28/02/2011

Algumas Ervas


Ervas

• Alecrim: de aroma fresco, que lembro o pinho, dá um sabor especial às aves, aos molhos e sopas de tomate, frutos do mar, carnes, patês, beringela, batatas, couve-flor, pães, Sucos e saladas de frutas. Ótimo no churrasco quando salpicado sobre o carvão.

• Cebolinha verde: Muito usado em omeletes, molho vinagrete e molhos à base de creme de leite para peixes. Ótimo também em patês de ricota, queijo cremoso, sopas e saladas.

• Coentro (em grãos ou moído): A semente inteira é usada no preparo de ponches, pickles, doces e no café. Industrialmente utilizada na produção de salsichas, linguiças e mortadelas. Moído, é usado no tempero de peixes, carnes, aves, assados ou grelhados, molhos, sopas de feijão, lentilhas e legumes. Também muito utilizado em pratos da culinária baiana, destacando-se as moquecas e as caldeiradas de peixes e frutos do mar.

• Endro Dill: Indispensável no preparo de peixes, molhos, salada de batatas, marinados, pickles, carnes, sopas, pães, massas, queijos e compotas.

• Erva Doce: Muito utilizada no preparo de biscoitos, bolos, bolachas, pães, queijos, molhos para saladas, frutas em calda, peixes e frutos do mar.

• Estragão: de sabor marcante, parecido com o anis, dá um toque especial a vinagres, pickles, molho tártaro de mostarda e maionese. Ótimo em saladas verdes, frutos do mar, pratos com ovos, frangos e carnes.

• Manjericão: de sabor marcante e agradável, é ideal para receitas com tomate, em pizzas, molho para churrasco, lagosta, assados, saladas e legumes. E o principal ingrediente do molho ao pesto.

• Manjerona: de sabor requintado, semelhante ao orégano, é ideal para valorizar carnes e aves, pratos à base de tomate, sopas, saladas e com manteiga derretida em peixes grelhados. Ideal para pratos de cozimento rápido.

• Orégano: Indispensável para pizzas. Ótimo em receitas com ovos, tomates, queijos, cebolas, recheios e molhos para carnes, aves, peixes e saladas de frutos do mar.

• Salsa: Ótima em canapés, sopas, saladas verdes, molhos de ervas, pães, tomates, omeletes, manteiga temperada, grelhados e recheios, sem a necessidade de reidratá-la.

• Sálvia: Indicada na preparação e no recheio de carnes e aves em geral, marinados, sopas, cremes, molhos de tomate, queijos, em massas com manteiga, batatas, biscoitos e chá.

• Segurelha: Aromática e picante, pode ser usada sozinha ou em combinação com outras ervas em recheios para carnes, peixes ou aves, pratos com ovos, molhos, sopas, e feijões.

• Tomilho: Aromático e levemente picante, é usado para temperar carnes, peixes, aves, pratos com tomate e 
queijos. 

GAL COSTA & GRANDE OTELO - NO TABULEIRO DA BAIANA (1981)

Trouxe este vídeo para ser degustado...

27/02/2011

Uma receitinha portuguesa ,com certeza!!


Francesinha

Ingredientes (4 pessoas):
  • 2 cebolas
  • 3 dentes de alho
  • 1 folhas de louro
  • 60 g de margarina
  • 2 colheres (sopa) de polpa de tomate
  • 1 dl de vinho do Porto
  • 1 dl de vinho branco
  • 1 colher (chá) de piripiri
  • 2 colheres (sobremesa) de farinha
  • 8 fatias de pão de forma
  • 4 bifes
  • sal
  • 4 fatias finas fiambre
  • 4 fatias de queijo flamengo
  • 2.5 dl de caldo de carne
imagem: Francesinha
Preparação:
    Para o molho: 

  1. Pique finamente as cebolas e os dentes de alho e leve a alourar com a folha de louro em metade da margarina.

  2. Quando a cebola estiver loura, junte a polpa de tomate e regue com o vinho branco e o vinho do Porto.

  3. Adicione o caldo de carne e tempere com o piripiri.

  4. Deixe ferver suavemente durante cerca de 15 minutos, polvilhe com a farinha e deixe engrossar, mexendo sempre.

  5. Retire o louro e mantenha o molho quente.

  6. Para as Francesinhas:

  7. Aqueça as fatias de pão de forma.

  8. Frite os bifes de ambos os lados na restante margarina.

  9. Tempere com uma pitada de sal e coloque cada bife sobre uma fatia de pão de forma.

  10. Por cima, disponha uma fatia de fiambre e outra de queijo.

  11. Cubra com as restantes fatias de pão e leve ao forno até o queijo estar derretido.

  12. Sirva as francesinhas regadas com o molho bem quente.

Pronto a servir!

08/01/2011

História do Doce brasileiro

"Sem a escravidão não se explica o desenvolvimento no Brasil de uma arte de doce, de uma técnica de confeitaria, de uma estética de mesa, de sobremesa e de tabuleiro, tão cheias de complicações e até de sutilezas e exigindo tanto vagar, tanto lazer, tanta demora, tanto trabalho no preparo e no enfeite de doces, dos bolos, dos pratos, das toalhas, das mesas. Só o grande lazer das sinhás ricas e o trabalho fácil das negras e das molecas explicam as exigências de certas receitas das antigas famílias das casas-grandes e dos sobrados".

            Gilberto Freyre
            


"com papas e bolos se enganam os tolos" adágio português



Os primeiros doces chegaram ao Brasil com a esquadra de Pedro Alvares Cabral, em Abril de 1500. Foram ofertados como presentes, aos índios de Porto Seguro que ate então desconheciam completamente a arte. Logo as senhoras portuguesas trariam suas receitas cheias de segredos que pouco a pouco foram ensinando as cunhãs.
Segundo o historiador Câmara Cascudo, entre 1569 e 1587, Gabriel Soares de Sousa informava a Corte, em suas cartas: "as cunhãs indígenas tem muita habilidade, e para fazerem cousas doces, e fazem-se extremadas cozinheiras; mas são muito namoradas e amigas de terem amores com os homens brancos".


Portugal vivia no século XVI, a opulência do OURO BRANCO desde o surgimento do "assucre" madeirense, As receitas das mesas senhoriais foram levadas pelas freiras nobres que confeccionavam doces finos e sofisticados, para as embaixadas da Corte e do Papa. Esta doçaria conventual era marcada por uma personalidade muito própria diferenciando assim os inúmeros doces: bolo prior, barriga de freira, frades, beijos de frades, lágrimas, doce de esperança, fatias de bispo, pudim princesa, sopa da rainha, papos de anjo etc. Apesar dos ingredientes da doçaria conventual serem abundantes em frutas cristalizadas, especiarias, amêndoas, vinho, a enorme quantidade de ovos utilizado nas receitas foi a principal característica da época. Os confeiteiros ou mestres do açúcar criavam uma doçaria escultória enquanto os pães de açúcar, as conservas de frutas: cidradas, aboboradas, nesperadas, pessegadas, uvadas, laranjadas, batatadas, marmeladas eram recomendados nas receitas, para chegar até o ponto de espadana porque se destinavam ao embarque. As geléias caseiras também já eram muito apreciadas.
Logo os produtos da nova terra foram adaptados as receitas portuguesas. A farinha de trigo, os ovos e o leite vinham de Portugal. Como quase todas as senhoras eram analfabetas, muitas das receitas originais se perderam no tempo. Vamos ilustrar este período com algumas receitas como são preparadas hoje.
"O açúcar refinou o paladar brasileiro, dando-lhe densidade histórica por intermédio dos doces e bolos"
            Gilberto Freyre

Com o cultivo da cana-de-açúcar, a mão de obra escrava abundante e a tradição doceira dos portugueses, nossas iguarias se enriqueciam ganhando sabores tropicais, reinventadas por mãos de habilidosas cozinheiras. O milho e a mandioca se transformaram em sobremesas e bolos obrigatórios nas cozinhas coloniais. As frutas da terra tornavam-se compotas e doces nobres, oferecidos com estilo, nas mesas senhoriais. Outros doces portugueses como a alféola, feito com melado, foram rebatizados - é o nosso puxa-puxa ou alfenim. Os quindins de iaiá, os pés-de-moleque, os beijinhos de coco, os bons-bocados, os quero-mais e tantas outras inspirações se somavam aos suspiros, as ambrosias, aos olhos-de-sogra, aos sonhos, aos espera-maridos, aos toucinhos do céu, aos manjares, bolos e pudins, etc. que eram cuidadosamente confeccionados pelas donzelas e jovens senhoras com seus enxames de negras auxiliares, para exibirem seus dotes culinários. O pudim de leite exigia o domínio de muitos segredos, muita paciência e muita ansiedade ao desenformar!
Com a chegada do arroz, entre 1769 e 1779, surgiram o arroz-doce e as mães-bentas, tão populares na nossa doçaria. No Nordeste açucareiro, homenagens as famílias ou aos engenhos eram feitas através de receitas especiais de bolos como o Souza Leão, Luís Felipe, Guararapes, Dona Dondom, Fonseca Ramos, etc. que persistem até os nossos dias.




No início de 1890, chegava ao Brasil o Leite Condensado importado da Suiça que trazia na latinha a figura de uma moça. Logo o novo produto entrava na cozinha brasileira facilitando a confecção e a invenção de novos doces. Assim, a República foi homenageada com o Pudim Republicano que nada mais era que um Toucinho do Céu mais leve e suave que levava Leite condensado na receita. O Pudim Sete de Setembro, o Bolo Farroupilha, o Pudim Treze de Maio e tantas outras homenagens das nossas doceiras se perderam na história. Na década de quarenta porém, foi a vez de homenagear um jovem solteiro, bonito e esbelto, o brigadeiro Eduardo Gomes com um docinho que juntava o Leite Moça ao chocolate e que se tornou o mais popular das festas brasileiras. Vieram o Pudim de Leite Moça, os pavês, os manjares, os sorvetes e tantas outras receitas que facilitavam a vida de nossas mulheres, à medida em que chegavam as geladeiras e os fogões a gás.